Telerradiologia
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7/7/2021

Sistema RIS: Por que ele é tão popular na radiologia?

O sistema RIS é uma importante plataforma de controle administrativo para clínicas que trabalham com radiologia. Afinal, o atendimento ao paciente vai muito além dos exames.

Antes, durante e após o procedimento médico, existe uma série de etapas burocráticas, que devem ser cumpridas para fornecer ao público uma experiência de qualidade.

Além disso, essas rotinas administrativas são fundamentais para manter a clínica operando de maneira eficiente, de modo que é essencial prezar pela correta execução de cada tarefa.

Para isso, recomenda-se o uso de um programa eficiente, que ofereça todas as ferramentas necessárias para a clínica, como o sistema RIS.

Então, se você ainda não conhece esse software e deseja otimizar as rotinas do seu consultório, acompanhe o guia especial que preparamos sobre o assunto.


O que é sistema RIS?

RIS é a sigla em inglês para Radiology Information System, ou Sistema de Informação de Radiologia, em português.

Como o nome indica, trata-se de um sistema com funcionalidades que facilitam o acesso, a manipulação e o gerenciamento de informações no setor de radiologia.

A proposta é automatizar as rotinas administrativas dentro de uma clínica que oferece esses serviços, facilitando todo o fluxo de trabalho, como:

  • Cadastro de pacientes;
  • Atualização de fichas;
  • Plataforma de buscas e filtros de informações;
  • Emissão de laudos médicos;
  • Agendamento de consultas.

Basicamente, o sistema RIS é uma plataforma de gestão para a radiologia, capaz de otimizar procedimentos administrativos e tornar a clínica ainda mais produtiva.

Atualmente, existem diversas empresas que desenvolvem programas voltados para essas rotinas em clínicas.

No entanto, todos os Sistemas de Informação de Radiologia devem atender às regras nacionais da Declaração de Serviços Médicos e de Saúde (DMED), para não ter complicações fiscais com o governo.


Com

o o sistema RIS se relaciona com a telerradiologia?


A telerradiologia é a prática que permite a realização de atendimentos dessa área feitos à distância, e como outros segmentos da saúde, também está se tornando popular.

Isso porque essa categoria oferece atendimentos mais acessíveis para os pacientes, além de integrar diferentes profissionais mesmo sem estarem na mesma estação de trabalho.

Esses e outros benefícios são possíveis por meio das tecnologias e equipamentos que possibilitam a adaptação do atendimento digital, e o sistema RIS é um desses colaboradores.

A automatização proposta pelos RIS é de extrema importância para transformar processos manuais em digitais.

Como? Por exemplo, com o preenchimento de fichas de cadastro, agendamento de pacientes e no acompanhamento de tratamentos.

Um dos objetivos da telerradiologia é tornar a área mais moderna, prática e ágil, acompanhando as evoluções na saúde, e o sistema RIS auxilia nesse processo.

Além disso, a prática da medicina à distância também depende do compartilhamento e armazenamento eficiente de informações, que permitem que os profissionais possam exercer suas funções.

Ao tornar as rotinas administrativas digitais com o sistema RIS, as clínicas poderão disponibilizar todos os dados pertinentes sobre um paciente, como:

  • Histórico médico;
  • Anotações de consultas anteriores;
  • Ficha pessoal com informações importantes;
  • Diagnósticos anteriores;
  • Laudos médicos anteriores;
  • Agenda de consultas futuras.

Todos esses documentos auxiliam na correta prática da telerradiologia, e é fundamental se adaptar a esse segmento o quanto antes com um sistema adequado.


RIS x HIS: Entenda a diferença

Ao pesquisar mais sobre o sistema RIS, é comum que muitas pessoas encontrem informações sobre o chamado sistema HIS, pois as duas plataformas estão, de fato, relacionadas.

HIS é a sigla para Hospital Information System, ou Sistema de Informação Hospitalar.

Basicamente, possui o mesmo princípio do sistema da radiologia, mas com foco voltado para hospitais.

Embora as rotinas administrativas sejam semelhantes nos dois ambientes, existem ferramentas que atendem melhor cada área.

Por exemplo, o volume de pacientes em um hospital é maior do que em uma única clínica, o que demanda um programa com maior capacidade de dados ou que realize a automação de mais tarefas.

Nesse caso, foi preciso desenvolver sistemas que atendessem às demandas específicas de cada centro de saúde, para oferecer um atendimento preciso e qualificado para os pacientes.

Dessa forma, a única diferença entre o sistema RIS e HIS é o foco das suas funcionalidades, que podem variar a forma como os softwares operam.

No entanto, seus objetivos são similares, que é a otimização dos processos burocráticos, agilizando o atendimento e o serviço oferecido ao longo de todas as etapas.


Principais recursos do sistema RIS

Para conhecer mais sobre o sistema RIS, vale a pena conferir os recursos que essa plataforma pode oferecer para as clínicas que atuam com radiologia.

Veja alguns dos recursos principais e mais básicos que integram essa plataforma:

Módulo de laudos

O módulo de laudos pode otimizar o atendimento do médico radiologista por meio de ferramentas tecnológicas, como reconhecimento por voz e inteligência artificial, que propõe análises e diagnóstico de imagem.

Em união com esses mecanismos, o profissional poderá emitir seu próprio laudo junto com as imagens, contribuindo para o trabalho do especialista que solicitou os exames.

Recepção de informações

O sistema RIS atua, principalmente, como um receptor otimizado de informações. Suas ferramentas permitem, por exemplo, o cadastro de novos pacientes e a inclusão de todos os tipos de dados sobre eles.

Dessa forma, o servidor poderá armazenar uma ficha mais completa, que será útil para atendimentos posteriores.

Diversas plataformas oferecem repartições de recepção de informações separadas por categorias, como dados pessoais, médicos, informações adicionais, entre outros.

Faturamento com menores glosas médicas

As glosas médicas são problemas de comunicação entre a clínica e companhias de convênios médicos, o que pode levar a uma série de complicações fiscais.

No entanto, o sistema RIS também conta com ferramentas especializadas para essa área, permitindo uma análise de faturamento mais completa e eficaz, reduzindo os riscos de glosas.

Além disso, a digitalização de processos também contribui para uma comunicação mais eficiente com essas organizações, o que agiliza todo o procedimento.

Atendimento rastreável

Com o sistema RIS, os médicos e profissionais de saúde poderão ter acesso a um atendimento totalmente rastreável.

Será possível verificar a ficha completa do paciente, onde ele se consultou em momentos anteriores e quais os laudos associados a esses procedimentos.

Isso permite um atendimento mais completo e de qualidade, auxiliando em diagnósticos, tratamentos e na compreensão da real situação do paciente.


Existem limitadores no sistema RIS? Quais são?

Por outro lado, existem alguns limitadores no sistema RIS, que ainda tornam essa plataforma menos acessível para determinados centros de saúde.

Um dos principais pontos é o custo do investimento para esse software, que pode demandar um valor considerável do orçamento da clínica, inviabilizando sua implementação o quanto antes.

Além disso, é preciso ter gastos em outras áreas, como no treinamento dos funcionários que irão utilizar esse sistema.

Afinal, sem colaboradores humanos capacitados, a plataforma não poderá atingir seu máximo potencial de desempenho.

Por fim, também é importante mencionar que todos os parâmetros desenvolvidos devem estar em conformidade com as regras da DMED. Ou seja, é preciso se atentar para o mecanismo adotado, além de fazer conferências periódicas.

Por conta disso, é necessário ter um planejamento mais concreto antes de adotar o sistema RIS, de modo que alguns consultórios ainda não aproveitam essas ferramentas.


Benefícios do sistema RIS

Agora, se você optou por implementar o sistema RIS em sua clínica, poderá aproveitar uma série de benefícios interessantes. Confira alguns:

Ganho de produtividade

O ganho de produtividade é uma das principais vantagens, pois permite que a clínica automatize diversas rotinas manuais e, com isso, ganhe mais tempo e otimize o fluxo de trabalho.

Preenchimento de cadastros, relatórios e fichas poderão ser feitos pelo sistema, auxiliando também nos processos de organização e armazenamento no futuro.

Ou seja, todas as etapas são influenciadas positivamente por esse sistema.

Setores integrados

Nem sempre os processos administrativos de uma clínica são feitos pelo mesmo setor.

Por exemplo, o cadastro de pacientes, o agendamento de consultas e a verificação de convênios são funções distintas, feitas por áreas diferentes.

Nesse caso, é fundamental ter um sistema que permita a correta integração dos setores, possibilitando um trabalho completo e com menores riscos de erros por falta de dados.

Diagnóstico mais seguro

Para realizar um diagnóstico mais seguro e preciso, os especialistas devem utilizar todas as informações possíveis e não apenas os exames de imagem.

Por exemplo, é importante verificar o histórico do paciente, os outros laudos e impressões de outros profissionais.

Com o sistema RIS, é possível ter acesso a esses dados de maneira rápida, permitindo diagnósticos mais completos.

Armazenamento de informações de longo prazo

Por fim, dados físicos, como agendamentos e fichas de pacientes, podem se perder ou estragar com o tempo.

No entanto, o sistema RIS permite um armazenamento seguro a longo prazo, por conta da digitalização das informações.

Isso não apenas economiza custos na clínica, como também garante a manutenção dos documentos por muito mais tempo.


RIS x PACS x DICOM: Qual sua relação? 

Como uma ferramenta relevante para a área da saúde, o sistema RIS se relaciona com outros mecanismos, sendo comum encontrar informações sobre o sistema PACS e DICOM ao pesquisar mais.

Em resumo, o sistema PACS é outra plataforma útil para o setor de radiologia, pois permite o compartilhamento de exames de imagens pela Internet.

Enquanto isso, o padrão DICOM é um protocolo que determina um conjunto de normas para o formato dos exames de imagens, que possibilita sua transferência e compatibilidade em outros sistemas.

Basicamente, o DICOM é o formato dos exames feitos pela radiologia, o sistema PACS é o programa que torna possível seu compartilhamento com outras clínicas e o sistema RIS é a plataforma de controle administrativo que cuida de rotinas não relacionadas aos exames.


Vale a pena usar o sistema RIS?

Se a sua clínica oferece serviços de radiologia, então certamente vale a pena usar o sistema RIS.

Esse programa foi desenvolvido especificamente para essa área, facilitando todos os processos que se relacionam com a execução dos exames.

Por isso, se você deseja otimizar seu fluxo de trabalho e oferecer um atendimento mais completo e de qualidade para seus pacientes, é interessante considerar a implementação do RIS no seu dia a dia.